História do MPVEC Semente Estelar: Viagem Missionária à Terra Santa

Observação: Esta é uma história real. Os nomes dos personagens são fictícios; qualquer semelhança é uma mera coincidência.

 

Um grupo composto por vinte e quatro pessoas, sob a coordenação e liderança de Almeida, realizou a viagem a qual lhes relato.

Tudo começou quando eu, Almeida, e Janaína, minha esposa, tivemos que visitar Israel pela primeira vez, em 2011; e lá passamos o meu aniversário. Visitamos o Egito e atravessamos todo o deserto.

A operadora com a qual organizamos nossa viagem não havia nos avisado que nos juntaríamos a um grupo de evangélicos. Voamos para a cidade de São Paulo, nos integramos a esse grupo e seguimos viagem para a Terra Santa, via Egito.

Ir ao Egito e subir o Monte Sinai foi uma experiência muito interessante. Nessa época, aos meus 65 anos, com a pretensão de subir o Monte Sinai, decidi buscar um médico para avaliar minha saúde. Consultei-me, então, com um cardiologista que me prescreveu uma série de exames. Um desses, o teste de esforço, realizei às primeiras horas em uma clínica. Concluindo a realização do dito exame, dirigi-me à sala de espera para aguardar o resultado – o qual levaria ao meu cardiologista, conforme solicitado. Enquanto esperava, notando a demora, percebi que algumas das pessoas que realizaram exames depois de mim já haviam recebido os seus resultados. Então, fui à recepção em busca de esclarecimento. A recepcionista pediu-me para aguardar um pouco mais, pois o médico desejava falar comigo. Aguardei. Já na presença do médico, ele me perguntou:

– Quem prescreveu este exame para o senhor, foi o cardiologista?

– Foi, sim! Por quê? – respondi-lhe. E em seguida, ele disse-me:

– É porque apresentou uma alteração em seu exame. O senhor está com uma isquemia cardíaca.

Ora, com a isquemia no coração, logicamente eu estaria impedido de viajar. Mas agradeci ao médico e, de posse dos resultados, levei-os ao meu cardiologista. E, ao analisar os exames, concluiu:

– Da forma como se apresentam os seus exames, não há condições de enfrentar uma viagem por vias aéreas. E menos ainda com escalada, com vários voos. Você não poderá fazer essa viagem.

Pensando em encontrar uma solução, questionei:

– Como não poderei fazer essa viagem? Já tenho as passagens compradas. Então o que é preciso ser feito?

– Você só poderá realizar essa viagem após se submeter a alguns testes.

Não recordo o nome de todos os exames que fiz. Ele disse-me:

– Será feito o seguinte, em vez do cateterismo, faremos a cintilografia. E, de acordo com os resultados, veremos se será possível ou não realizar essa viagem.

– Tudo bem. Foi o que lhe respondi.

Mas eu estava com tanta fé! Não discuti com o médico. Apenas voltei para casa e não comentei com a minha mulher sobre o que havia ocorrido; guardei o assunto para mim. Continuamos com os preparativos para a viagem. Por precaução, adicionei à bagagem um medidor de pressão e um estetoscópio.

Levantamos voo e o trajeto rumo ao Egito seguiu tranquilamente. Já em terra, acomodados em um ônibus, atravessamos o deserto em direção ao Monte Sinai; o que levou um dia, e lá chegamos à tardezinha. A orientação para subir o Monte Sinai é que se inicie a caminhada a partir da meia-noite, chegando-se ao topo ao amanhecer – pois a temperatura se encontra mais amena – evitando o excessivo calor do dia. Antes da subida, devido à falta de luminosidade, precisávamos nos equipar ainda mais. No hotel, compramos lanternas frontais, e, em minha mochila, entre outras coisas, levei o medidor de pressão e o estetoscópio. Chegada a hora de nossa jornada, em um ônibus, fomos levados à base do Monte Sinai. Eram muitas as pessoas que lá estavam, pertencentes a outros grupos de excursão. Logo no início, antes de iniciar a subida, à meia-noite, uma das pessoas de nosso grupo não se sentiu bem; coloquei-me à disposição para medir-lhe a pressão, a qual estava muito baixa, o que o fez decidir retornar para o hotel. Nós, eu e minha mulher, junto ao restante do grupo, seguimos em frente. Em seguida, outras pessoas começaram a passar mal e, novamente, ofereci-me para dar assistência. Parte do grupo seguiu mais à frente, enquanto eu, Janaína e outro integrante, ainda um pouco debilitado, ficamos um pouco atrás, caminhando lentamente e, de vez em quando, monitorando a pressão sanguínea dele e de quem precisou. Rompendo todas as dificuldades, chegamos ao topo do Monte; eram mais ou menos seis horas da manhã. O caminho era bem difícil. São quase 2.500 m de altura, com uma subida muito íngreme em alguns trechos, degraus altos de pedras. Durante o trajeto, em alguns locais, havia umas cabanas de beduínos, com lugares para os visitantes sentarem, tomarem um café, chá, comer alguns petiscos etc. Por ser meia-noite, a subida foi toda no escuro. A única luz que tínhamos era de uma pequena lanterna em nossa cabeça. Para facilitar o reconhecimento do que tem no caminho, levamos um cajado. Ao nosso redor, muitos grupos de fieis do mundo todo, em especial do Brasil, fazendo o mesmo percurso, além de beduínos com camelos, oferecendo-os para quem quisesse subir alguns trechos sem caminhar. Chegamos ao topo com o sol nascendo, às seis da manhã. Após realizarmos nossas orações e contemplarmos a beleza da paisagem, gratificados por esse momento único, especial e Divino, nós descemos. Durante a subida, eu não havia sentido absolutamente nada. A descida pareceu-me mais longa e mais difícil que a subida. Da base do Monte ao hotel, ainda havia um longo caminho a percorrer; coloquei minha mulher em um táxi e, como me sentia com muita energia, decidi seguir a pé com duas ou três pessoas do grupo a caminho do hotel.

No ônibus, pegamos a estrada em direção a Israel; e lá entramos pela cidade de Eilat. Fizemos um tour por todo o país, conhecemos muitos lugares – a fronteira com a Jordânia, o Mar Vermelho, Jericó, Jerusalém, dentre tantos outros. Em Jerusalém, em uma grande praça onde se localiza o Muro das Lamentações, Janaína fotografava a paisagem. Chamou-lhe a atenção um conjunto de casas brancas, e ao fundo o lindo céu azul. De volta ao Brasil, revendo as fotos, observamos algo que não havíamos percebido a olhos nus. Acima das casas brancas, no lindo céu azul, encontravam-se sete objetos voadores não identificados. Ampliando a imagem, dá-se a impressão de serem pequenas naves. Quando foi tirada a fotografia, não visualizamos nem ouvimos nada que pudesse chamar a atenção para esses objetos captados pelas lentes da câmera. Isso nos impressionou. Esqueci-me de citar que, quando estávamos no Egito, onde se localizavam as pirâmides, apareceu uma luz muito forte, apesar de ter sido de dia, mas a máquina captou essa luz na vertical. Foi uma viagem cheia de mistérios.

Após ter passado ileso por toda essa experiência, tomei a iniciativa de contar à minha mulher sobre a minha situação médica. Contei-lhe que o médico me havia proibido de viajar devido à suspeita de isquemia cardíaca levantada com base nos últimos exames que realizei. E, nesse caso, a viagem aérea representava um grande risco para minha vida. Logicamente, chateada por eu ter ocultado tão delicado assunto, discorreu sobre o quanto eu havia sido irresponsável diante de uma situação tão séria.

Bem, fiz a cintilografia, o exame que faltava para se saber o nível de gravidade da isquemia; realizei-o com contraste, teste de esforço e tudo mais. Concluído, para meu espanto e alívio, o resultado não acusava nenhuma anomalia. Então me questionei sobre o porquê dessa disparidade de resultados. Por que antes de viajar havia uma suspeita de isquemia cardíaca e agora já não apresentava nada? Logicamente algo tentava me atingir através do medo, para que eu desistisse da viagem. Mas por quê? O que poderia haver de tão importante naquele lugar para que algo tentasse nos impedir de chegar lá? Não fazia a menor ideia do que poderia ser. Apenas tinha a sensação de que algo se colocava contra nossos planos.

Em consulta com o meu cardiologista, levei os novos resultados para a sua análise. Após observar, concluiu:

– Bem, agora que já tiramos todas as dúvidas, você poderá viajar. Então disse-lhe:

– Já viajei. Fui e voltei.

Isso me rendeu repreensões por parte do médico. Mas a única coisa que sei é que viajei sob a suspeita de uma doença que poderia ter me levado à morte durante a viagem e voltei como se nada houvesse passado; se de fato havia algo, voltei completamente curado.

No ano de 2014, intuído pela Espiritualidade, formamos um grupo para realizar uma nova viagem a Israel, adotando o mesmo roteiro da primeira viagem. Contatamos a mesma agência de viagem e acionamos os meios legais necessários. Esse grupo estava composto por vinte e quatro pessoas. Através de um dos integrantes do grupo, em estado alterado de consciência, eram passadas as instruções necessárias para a realização da viagem, pela Espiritualidade; desde a preparação à necessidade de empreender essa viagem. Essa preparação levou em torno de um ano. Foi passado para nós que um casal de nosso grupo teria um bebê e que este teria uma energia similar à minha, como se ele fosse uma extensão da minha energia.

A ideia era ir a Israel seguindo os passos de Jesus; essa foi uma das orientações que tivemos. Passar pelos locais por onde Ele transitou – desde o Egito, para onde sua família fugiu da perseguição de Herodes, da matança dos inocentes, além de todos os pontos por onde andou em Jerusalém. Aceitamos a tarefa. A mim coube a tarefa de coordenar o grupo, mas a cada componente do grupo seria direcionada uma missão, o de representar uma personalidade. Por exemplo, para mim, foi dado o papel de Yeshua; para Janaína, Maria, a mãe de Yeshua. Cada componente seguiu viagem assumindo seus papeis: Ramos, assumiu o papel de João; houve outros papéis, como Lázaro, o soldado que pregou Jesus na cruz, a mulher de Pilatos. E toda a viagem foi guiada pela própria Espiritualidade através de uma pessoa do grupo, que obtinha as orientações por meio de canalizações.

Aproximava-se a data da viagem e, na mesma época, estourou uma guerra entre a Faixa de Gaza e Israel. Essa situação deixou-me apreensivo. Pensava: “Meu Deus, como vamos viajar para um lugar em estado de guerra? E colocava-me a orar”. Todos estavam preocupados em viajar nessas condições. Como se não bastasse tamanha tensão, foi a mim confidenciado, por parte da Espiritualidade, algo que me deixou apreensivo. Orientaram-me a ter bastante cuidado, pois uma moça do grupo, Sarah, corria o risco de ser sequestrada; mensagem esta canalizada por ela mesma, e que não deveria chegar a seu conhecimento. Forças contrárias se preparavam para tal ato e estavam cientes de nossa viagem. Eu, Janaína e o marido dela, fomos designados para estar sempre ao seu lado. Sob nenhuma hipótese, ela poderia ficar sozinha. E medidas deveriam ser tomadas para que não se expusesse, a fim de não ser reconhecida, tais como colocar óculos escuros, lenços na cabeça, chapéu etc. Nesse momento, me vi com muito medo. Tive ímpetos de desistir. A guerra, e agora, um iminente sequestro; isso me abalou ainda mais. Era sob essas condições que me cabia conduzir esse grupo.

Teríamos que embarcar no Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Tel Aviv, isso quando estivéssemos de retorno ao Brasil. No roteiro que havíamos definido antecipadamente, partiríamos em direção à França, de lá, para o Egito, e deste, atravessaríamos o deserto em direção a Israel e, logo, Jordânia. Mas a Espiritualidade é quem estava na direção. Chegado o dia de partirmos, em contato com a agência, nos foi informado que a empresa aérea havia sido modificada de Air France para Emirates, principal companhia aérea dos Emirados Árabes. Nós tivemos de embarcar em São Paulo, de lá, pela Emirates, voamos para Dubai, posteriormente, Egito. Todo tráfego deu-se pelo mundo Árabe. Sarah viajou grávida e perdeu o bebê durante a viagem, na Jordânia. Mas a criança permaneceu em seu campo magnético, em sua aura. Esse fato a chocou muito. Várias foram as situações que nos puseram à prova.

No Egito, fomos a todos os pontos memoráveis – ao museu, às pirâmides, assistimos a shows folclóricos no Rio Nilo, enfim, todos os locais históricos, assim como, certa gruta, conhecida por servir de refúgio para José, Maria e o Menino Jesus – fugidos do Egito, na tentativa de salvar o menino da morte; onde, por Herodes, então Rei da Judéia, foi decretada a morte para todos os meninos de até dois anos que estivessem em Belém.

Adiante, em um dia de viagem pelo deserto, até chegarmos à região do Monte Sinai, passamos por poços onde se formavam oásis, chamados Poços de Mara, assim como, pelo Canal de Suez – túnel criado abaixo do Mar Vermelho – local descrito pela Bíblia, onde o profeta Moisés abriu o mar em dois, para que o seu povo pudesse atravessá-lo.

Na localidade do Monte Sinai, hospedamo-nos no Hotel Santa Catarina e nos preparamos para que logo subíssemos o monte. Mas desta vez, fui orientado pela Espiritualidade a não subir. Ao longo de toda a viagem, havia momentos nos quais a moça (que intermediava a comunicação entre nós e a Espiritualidade) entrava em transe; o Ser que falava através dela solicitava a minha presença e me alertava sobre a localização do grupo que por ela buscava; assim sendo, por muitas vezes, tivemos de alterar a nossa rota, com o objetivo de despistá-los. Em Israel, a guia escolhida para conduzir o grupo foi a mesma que nos guiou em 2011; como já me conhecia, tornou-se mais fácil. Apenas quatro pessoas do grupo estavam a par dessa situação e compartilhavam da mesma tensão.

Entramos em Israel por Eilat, depois para Jerusalém, também Jericó, e fomos para outro país, a Jordânia, atravessando o Mar Vermelho; um país com uma grande concentração de muçulmanos. Lá, visitamos diversos pontos de onde pudemos ver a Terra Santa, vários pontos por onde Moisés andou, pois de lá, ele viu essa Terra durante a sua peregrinação. Participamos de inúmeros eventos neste país e muitos foram os locais históricos que tivemos a oportunidade de conhecer.

Uma das moças que compunha o nosso grupo comprou alguns lenços e, dentre eles, havia um que era bem característico dos muçulmanos; e justamente esse ela pôs-se a usar. Na fronteira com a Jordânia/Israel, após dois ou três dias em na Jordânia, a moça que usava o lenço foi barrada foi barrada e levada para averiguações. Eu, por ser o líder do grupo, fui chamado para esclarecimentos. E, por fim, o mal entendido foi resolvido e pudemos seguir. Em Israel, a guia retomou os trabalhos conosco e continuamos a viagem por Nazaré – local onde viveu Maria, mãe de Jesus; e onde recebeu a mensagem do anjo, de que seria mãe. Hoje, no local, há uma pequena capela. E acima existe uma grande construção, mas preservando ainda a casa em ruínas. Fomos à fonte onde Maria pegava água, local onde se realizaram as “Bodas de Caná”, da Galileia. E sempre sob a proteção e orientação da Espiritualidade. Todas as noites, no hotel, canalizavam através da moça de nosso grupo, para dar-nos as coordenadas do dia seguinte. Passamos por Jerusalém, também pelo Mar da Galileia, por Cafarnaum, já nos últimos dois dias de viagem. Lá, na noite anterior ao retorno, fui chamado pela Espiritualidade e juntei-me ao pequeno grupo que podia receber as instruções. Então nos foi dito:

– Amanhã é a descida da energia.

Deu-nos as coordenadas para que, no dia seguinte, prosseguíssemos pelo Mar da Galileia – onde Jesus andou sobre as águas. E, dirigindo-se a mim, disse:

– Yeshua, quando estiver no barco, tire um momento para fechar os olhos e medite. Imagine-se no passado, andando sobre as águas.

Esse era o meu papel. Representar a Jesus, imaginando-me em seu lugar. E assim o fiz. Em um barco, navegando no Mar da Galileia, entramos em meditação; e nesse instante o céu se abriu – raios e mais raios solares sobre o mar. Algo muito bonito. Sentimos uma energia muito forte. Navegamos encantados com todo esse evento.

Em sequência, nos direcionamos ao Rio Jordão, para realizarmos os batismos. Na noite anterior, fomos informados de que Eu e a moça seríamos os primeiros. Eu seria batizado por eles (a Espiritualidade) através dela; posteriormente, eu a batizaria; e, em seguida, também os demais. Foi algo muito interessante. Foi dito pela Espiritualidade:

– A moça irá descer. Quando ela subir, já seremos nós. E faremos o seu batismo.

Já no Rio Jordão, todos vestidos com túnicas brancas, nos preparávamos para dar início aos batismos. Entrei primeiro na água, logo após, entrou Sarah. Coloquei-a para imergir e, ao se reerguer, já não era ela e, sim, a Espiritualidade. Assim sendo, batizaram a mim e mais duas pessoas; por conseguinte, ela foi novamente imergida nas águas do Jordão. Ao levantar-se, já havia voltado a si. Era o momento de batizá-la, e assim o fiz. Logo após, dei continuidade à Cerimônia, batizando os demais. Foram momentos de muita energia, de pura luz, a ponto de afetar fotografias que tiramos para registro do ocorrido. Aí terminou-se a Viagem Missionária.

Além de a Espiritualidade não permitir que eu subisse o Monte Sinai desta vez, também não me foi permitido entrar na Igreja do Santo Sepulcro. Então, cada um teve a oportunidade de cumprir com a sua missão em seus respectivos papeis. Fizemos o Sermão das Montanhas, com todos reunidos no Monte da Bem-Aventurança, fiz a Oração da Bem-Aventurança pregando junto ao grupo. No local onde Jesus ensinou o Pai Nosso aos seus discípulos, passei ao grupo a oração do Pai Nosso Aquariano. No Monte das Oliveiras, onde normalmente só é permitido o acesso dos padres locais, foi aberta uma exceção para nós; e ali fizemos uma pregação para todo o grupo por pouco mais de meia hora.

Outro acontecimento interessante deu-se em uma igreja onde se faziam missas de meia em meia hora. O padre era um brasileiro e se mostrou encantado com o nosso grupo. Durante a sua pregação, chamou-me à frente e entregou-me um material solicitando que eu o lesse. E acatando o seu pedido, li para os presentes.

Em alguns locais pelos quais passamos, Janaína, representando a amada Mãe Maria, foi incumbida de realizar determinadas orações. Assim como em Jerusalém, no trajeto por onde Jesus havia passado com a cruz, deram-nos orientações de como proceder, para que cada um pudesse cumprir o seu papel. Neste mesmo caminho, a guia, que nos observava, exclamou encantada:

– Tem algo de especial neste grupo! É incrível vocês estarem por esse trajeto em um momento que coincide com a história real; na mesma data e em uma sexta-feira.

Fechamos a missão e nos direcionamos à Jordânia. Para sairmos de Israel, teríamos de passar pela fronteira da Jordânia. Estávamos todos em um ônibus e, ao nos aproximarmos, percebemos uma grande confusão – pessoas sendo barradas pelos guardas de fronteira; o motorista que conduzia o nosso ônibus já se mostrava impaciente e já estava a ponto de jogar o ônibus por cima das pessoas. A guia que nos auxiliava tomou a frente da situação para tentar resolver. Nesse instante, calado eu estava e assim permaneci. Fechei meus olhos e, de imediato, aconteceu o mesmo fenômeno que aconteceu durante a viagem de barco no Mar da Galileia. O céu se abriu e raios de luz fizeram-se notar; um guarda apontava para o ônibus enquanto nós passávamos. Conseguindo entrar na Jordânia, de lá, embarcamos para Dubai. E por fim, voltamos para Salvador. E, assim, passou-se a viagem. Estive sempre muito tenso, devido às situações de iminente risco que cercavam a nossa missão.

Após o nosso retorno, um tempo depois, Sarah engravidou novamente e deu à luz uma menina. O Ser Espiritual dessa criança é muito especial. Tudo o que vivemos nessa viagem proporcionou a essa criança, que se encontrava no campo áurico da mãe, uma experiência pela qual necessitava passar. Foi a mim direcionada, por parte da Espiritualidade, a responsabilidade de educar essa criança, preparando-a para a missão Espiritual a ela destinada.

Neste momento, encontramo-nos no ano de 2017; passaram-se praticamente três anos.